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Veja como a Igreja Bola de Neve lota seus cultos com seu jeito jovem

(Fonte: Diário do Grande ABC) – Nos cultos, realizados nas noites de terça e sábado, na sede de Santo André, o clima é de louvor. A banda dita o ritmo do encontro, com luz baixa. Ao som de reggae e rock, cerca de 500 pessoas cantam letras que pregam a entrega a Deus. O pastor Felipe Parente, 29 anos, garante que todos são aceitos.

“Jesus falou: ‘ninguém vem ao Pai se não for por mim’. Ele não estipulou tipo de roupa ou linguajar. Para chegar a Deus, não é preciso mudar a maneira de se vestir, de falar. É preciso, sim, largar comportamentos do passado. Isso atraiu os jovens porque, se você tem uma tatuagem, ninguém aqui vai te olhar torto”, garante.

A liberdade cedida aos freqüentadores não é confundida com libertinagem. A igreja conta com uma hierarquia que tem o apóstolo Rinaldo (foto) como líder principal. Abaixo dele, pastores e coordenadores de ministérios (espécies de pastorais, que reúnem fiéis para evangelização de crianças, jovens, realização de trabalhos sociais ou eventos) tomam conta de núcleos ou sedes de portas abertas.

Os núcleos são pequenos pontos de encontro para os fiéis. Podem ser montados em casas, comércios ou mesmo estúdios de tatuagem, caso de São Bernardo. Em São Caetano, há um está instalado embaixo de um prédio que serve de salão de sinuca. Sinal de que improvisar dá certo. “Quando o apóstolo Rinaldo começou o trabalho com jovens, usou um espaço improvisado. Era um local cedido por uma empresa de roupas de surfe. O que mais tinha por lá era prancha. Pegamos uma para usar como mesa, apoiamos a Bíblia e começamos os cultos. Criou-se uma logomarca para a Bola de Neve sem que a gente quisesse.”

Planejada ou não, a estratégia está espalhada pelo Brasil. A chegada ao Grande ABC se deu para atender à demanda, em constante crescimento. “Nossa igreja não é somente para surfistas. Eu mesmo nunca peguei onda. Nosso objetivo é transformar a vida das pessoas. O único chamativo é Jesus.”

‘Nosso diferencial é aceitar todo mundo’

Estilos à parte, a pregação da Bola de Neve segue a linha evangélica convencional. Os fiéis são orientados a não praticar sexo antes do casamento, não usar drogas, não julgar, não trair, enfim, não pecar. O diferencial está na forma como os mandamentos são impostos às pessoas que freqüentam os cultos.

“Aqui as pessoas ficam à vontade para escutar a palavra de Deus. Aceitamos todo mundo, mas pregamos o Evangelho. Não temos preconceito com pessoas que usam maconha, bebem ou fumam. Com o tempo, elas percebem que o caminho de Deus exige uma transformação de vida”, diz Márcio Endo, 28 anos.

Coordenadora do ministério das boas-vindas, Sandra Duarte, 45, afirma que sentiu os ‘efeitos’ da palavra de Deus em sua própria vida. “Já usei drogas, já tive relações fora do casamento. No tempo de Deus, as coisas se modificaram. Casei, sigo os ensinamentos e hoje sou feliz em minha vida. Há muitas histórias como esta por aqui. A transformação realmente acontece. É preciso deixar Jesus agir.”

Para ajudar na conversão, a Bola de Neve de Santo André ainda organiza o culto de louvor. Às sextas-feiras, a balada dos fiéis é na igreja. No cardápio musical, muito reggae. 

Fonte: O Verbo